Plantio da soja se encaminha para o final no Rio Grande do Sul

A semeadura da soja no Rio Grande do Sul atingiu 98% da área projetada, com a floração em fase inicial, representando 7% das lavouras estabelecidas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (22), a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 6,7 milhões de hectares, com produtividade média estimada em 3.180 kg/ha.

De modo geral, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, estandes adequados e potencial produtivo, embora tenham sido registrados casos pontuais de mortalidade de plântulas e estandes abaixo do ideal em áreas de semeadura mais tardia. As principais dificuldades no manejo fitossanitário estão relacionadas ao controle de plantas invasoras.

As condições ambientais têm favorecido o desenvolvimento da cultura, e não há relatos generalizados de doenças, apenas sintomas pontuais de ferrugem-asiática, que seguem sendo monitorados. A presença de insetos-praga, como lagartas e percevejos, exige atenção contínua, especialmente nas lavouras em transição para fases reprodutivas.

MILHO

Na cultura do milho, o tempo mais estável favoreceu o avanço da colheita em várias regiões. Estima-se o cultivo de 785 mil hectares, com produtividade média de 7.370 kg/ha. Mesmo em áreas com umidade elevada dos grãos, a colheita segue para liberar áreas ao plantio da soja. Em várias localidades, a produtividade é considerada satisfatória, e o estado fitossanitário das lavouras é muito bom.

MILHO SILAGEM

A colheita do milho silagem também avança no Estado. A área destinada à cultura deve atingir 366.067 hectares, com produtividade estimada em 38.338 kg/ha. As condições climáticas recentes garantem bom desempenho das lavouras, e em muitas áreas os produtores já reintroduzem o milho ou destinam as áreas para pastagens.

China reabre mercado para carne de frango do Rio Grande do Sul

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou a informação divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, com a comunicação oficial das autoridades chinesas sobre a reabertura do mercado da China para as exportações de carne de frango oriundas do Rio Grande do Sul, após a superação do foco de Doença de Newcastle registrado no estado em julho de 2024.

A decisão foi formalizada por meio de nota publicada pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), com base em análise de risco sanitário, reconhecendo a erradicação da ocorrência e a efetividade das medidas adotadas pelo sistema sanitário brasileiro.

A China é um dos principais destinos da carne de frango do Brasil, com papel estratégico para o equilíbrio do comércio internacional do setor. A retomada do fluxo específico do Rio Grande do Sul reforça a confiança das autoridades chinesas no rigor técnico, na transparência e na capacidade de resposta do Brasil diante de eventos sanitários.

A ABPA destaca que a reabertura é resultado de um trabalho incansável de articulação técnica e diplomática, conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, sob a liderança do Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, com atuação direta do Secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, e do Secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, além de suas respectivas equipes técnicas, adidos agrícolas e a Embaixada do Brasil em Pequim. A decisão reafirma a credibilidade do sistema sanitário brasileiro e o reconhecimento internacional do nosso modelo de resposta.

O processo envolveu diálogo permanente com as autoridades chinesas, envio de informações detalhadas, comprovação das ações de controle e erradicação, e alinhamento aos protocolos internacionais de saúde animal.

Com a reabertura, é concluído mais um passo relevante no processo de normalização plena dos fluxos comerciais, reforçando a posição do Brasil como fornecedor confiável e previsível de proteína animal no mercado global.

Governador Eduardo Leite apresenta programa de concessões de rodovias em fórum no Setcergs

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O governador Eduardo Leite participou, na quarta-feira (21), do fórum sobre concessões rodoviárias no Rio Grande do Sul, promovido pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no RS (Setcergs) e pela Federação de Entidades Empresariais do RS (Federasul). O encontro ocorreu na sede do Setcergs, em Porto Alegre.

Para um público formado por representantes do setor produtivo e de logística, o governador apresentou o programa de concessões rodoviárias do Estado, esclareceu dúvidas e ouviu demandas. O objetivo é o aprimoramento do modelo proposto para o Bloco 1 de concessões, que envolve rodovias das regiões Metropolitana, Hortênsias e Litoral Norte. O projeto já foi submetido à consulta pública e, neste momento, passa por uma avaliação do BNDES, que dá suporte à elaboração da proposta, incluindo o mapeamento de possibilidades de ajustes. Já o Bloco 2, que compreende as estradas do Vale do Taquari e da região Norte, concluiu essa etapa e está com o leilão previsto para o dia 13 de março. 

O Rio Grande do Sul tem hoje 199 quilômetros de rodovias duplicadas, o que corresponde a menos de 2% da malha rodoviária. O governador destacou o modelo de concessões como a única opção capaz de viabilizar a infraestrutura adequada para o RS, enfatizando que esse já é um caminho adotado por todo o Brasil. “O histórico mostra que, em 40 anos, o Estado conseguiu duplicar apenas 49 quilômetros de rodovias com as suas próprias condições. Com as concessões, estamos falando de um modelo que vai duplicar 600 quilômetros em 10 anos. Esse é o caminho praticado pelo governo federal e por muitos outros Estados, inclusive os que têm maior capacidade orçamentária do que o nosso, como é o caso de São Paulo e do Paraná”, exemplificou.

Os investimentos nos blocos 1 e 2 ultrapassam R$ 12 bilhões em concessões para a iniciativa privada por 30 anos, com previsão de implantação de nova rodovia, duplicações, terceiras faixas, revitalização da sinalização, monitoramento e atendimento 24 horas. As concessões vão garantir melhor trafegabilidade, manutenção permanente das estradas, redução de acidentes e desenvolvimento econômico, a partir do melhor escoamento da produção e atração de investimentos.

Leite comentou que o governo sempre foi aberto ao diálogo e receptivo a sugestões e contribuições para o aprimoramento dos projetos, o que ocorre também com a modelagem do Bloco 1. “Entendemos que é importante dialogar para ajustar pontos necessários, como os locais dos pórticos e a redução ao máximo do custo da tarifa, mas não fazer as concessões não é uma opção. O Rio Grande do Sul precisa dessa infraestrutura para reduzir o custo logístico, dar mais competitividade à nossa economia e garantir a circulação segura da população”, afirmou. 

Iniciada a elaboração do Plano Municipal de Turismo em São Domingos do Sul

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São Domingos do Sul deu início, na tarde de terça-feira, à construção do Plano Municipal de Turismo. A reunião ocorreu na Casa de Cultura Prof. Egídio Benvegnú e marcou a primeira etapa do processo de planejamento do setor no município.

O encontro contou com a participação de Beatriz Paullus, representante da Atuaserra, que apresentou uma análise sobre o potencial turístico local e propôs uma nova leitura sobre as possibilidades de desenvolvimento da área, considerando aspectos culturais, naturais e históricos.

Nos próximos dias, a administração municipal deve ampliar o debate, convidando a comunidade a participar da elaboração do plano. A proposta é construir um turismo planejado e sustentável, alinhado às características e à identidade de São Domingos do Sul.

Piso do magistério tem reajuste de 5,4% e vai a R$ 5,1 mil em 2026

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (21) a Medida Provisória (MP) que atualiza o cálculo do piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica.

Para este ano, o valor será reajustado em 5,4%, passando de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, válido para a rede pública de todo o país, com jornada de 40 horas semanais. O percentual representa um ganho real de 1,5% acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, que foi de 3,9%.

O piso salarial é o valor mínimo que professores devem ganhar no Brasil. A legislação determina a recomposição anual do valor. A norma define que o piso será atualizado a partir da soma do INPC do ano anterior e de 50% da média da variação percentual da receita real, com base no INPC, relativa à contribuição de estados, Distrito Federal e municípios ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), realizada nos cinco anos anteriores ao ano da atualização. 

A lei também determina que o percentual estabelecido nunca poderá ser inferior à inflação do ano anterior, medida pelo INPC. No ano passado, seguindo a mesma regra, o reajuste foi de 6,27%. 

As remunerações dos profissionais da educação básica são pagas por prefeituras e estados a partir de recursos do Fundeb, bem como de complementações da União. Por ser uma MP, a medida tem validade imediata, mas precisará ser confirmada pelo Congresso Nacional.

A Medida Provisória será publicada na próxima edição do Diário Oficial da União (DOU), nesta quinta-feira (22).