Entidades setoriais se posicionam sobre o caso de Doença de Newcastle em granja do Estado

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) estão acompanhando e dando suporte à ação do Ministério da Agricultura e Pecuária e da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, em relação à uma amostra que testou positivo para o caso de Doença de Newcastle em granja do estado.

As autoridades federais e do estado agiram rapidamente na identificação do caso com interdição da granja, garantindo que não houvesse saída de aves. Os protocolos oficiais estabelecidos para a mitigação da situação pontual foram acionados e o entorno segue monitorado.

A doença é de notificação obrigatória e o processo de informação à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) já foi realizado. Como de praxe, o Brasil manteve e manterá total transparência no tratamento à situação, garantindo rápida solução a esta que é questão sanitária das aves.

O Brasil não registrava uma ocorrência da doença de Newcastle (DNC) em plantéis de aves desde 2006, de acordo com levantamento realizado com os informes da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Naquele ano, segundo a notificação, os casos se deram em aves de subsistência, nos Estados do Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral, aguda, altamente contagiosa, que atinge tanto aves domésticas quanto silvestres, provocando inicialmente sintomas respiratórios e, posteriormente, manifestações nervosas, diarreia e edema na cabeça nestes animais.

O contato com aves infectadas pode causar conjuntivite em humanos, mas não evolui para um quadro grave como ocorre entre as aves.

Sercca enfrenta a Yeesco Futsal neste sábado em Carazinho

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O Sercca segue treinando e trabalhando firme visando o jogo deste sábado (20) contra a Yeesco Futsal. A partida, válida pela 5ª rodada do Gauchão de Futsal Série A, será fora de casa, em Carazinho.

Os casquenses vêm de uma importante vitória por 3 a 1 contra o Santa Rosa Futsal no último final de semana, no Ginásio Maurílio Rodrigues de Silva. Já a Yeesco Futsal perdeu por 4 a 2 para o Horizontina, em jogo fora de casa.

O Sercca ocupa a quarta colocação na classificação geral, com 9 pontos conquistados. Já a Yeesco está em 9º lugar, com 4 pontos. Contudo, os carazinhenses tem dois jogos a menos.

Curso NR 31 aprimora conhecimentos e proteção dos agricultores de Casca

Realizado entre os dias 15 e 17 de julho, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Casca, o Curso NR 31 ofereceu aos participantes conhecimentos essenciais sobre as normas regulamentadoras de segurança e saúde no trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura.

A qualificação foi ofertada gratuitamente pelo STR de Casca em colaboração com o Senar-RS, sendo conduzida pelo instrutor Horlando Pase.

Segundo a organização, os participantes saíram do curso com habilidades práticas em identificação e avaliação de riscos, medidas de proteção coletiva e individual, primeiros socorros, prevenção de acidentes, além de normas de higiene e bem-estar no trabalho rural. A formação também orientou os participantes sobre o manuseio seguro de máquinas e ferramentas agrícolas e boas práticas de saúde no ambiente de trabalho.

“A segurança no trabalho rural é uma prioridade que não podemos ignorar. Este curso é uma iniciativa do sindicato e do Senar para garantir que os trabalhadores rurais retornem para casa seguros todos os dias, equipados com o conhecimento necessário para que possam se proteger e também proteger todos que trabalham na propriedade”, afirma o presidente do sindicato, Gilmar Canozza.

Condições climáticas variáveis dificultam plantio do trigo no RS

Algumas áreas cultivadas com trigo no Rio Grande do Sul estão enfrentando desafios devido às chuvas frequentes, que têm atrasado a semeadura. Em outras, a alta umidade do solo tem retardado a emergência e o desenvolvimento das lavouras, cujo plantio avançou pouco no período e chegou a 85% da área estimada para esta safra, que é de 1.312.488 hectares nesta safra. A situação reflete a diversidade climática do Estado e suas consequências para a cultura de trigo.

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado na quinta-feira (18) pela Emater/RS-Ascar, na região administrativa de Bagé, o plantio do trigo está quase concluído na Fronteira Oeste, mas há apreensão por parte dos produtores em razão dos custos elevados de produção e dos preços pouco atrativos do grão.

Em média, os agentes financeiros disponibilizaram R$ 3.150,00/ha para custeio das lavouras, exigindo produtividade de 45 sc./ha para cobrir os custos, além dos encargos financeiros, das despesas com seguro e arrendamento. Na Campanha, os produtores de Hulha Negra, Candiota e Aceguá enfrentam dificuldades para acessar insumos, em função das restrições de crédito, resultado de uma safra de verão frustrada pelas chuvas excessivas de maio. Esse contexto pode levar ao estabelecimento de lavouras com baixo nível tecnológico e menor potencial produtivo. No município de Bagé, alguns produtores desistiram da cultura, optando pela aveia, que pode ser utilizada de diversas formas. Em Caçapava do Sul, o plantio foi concluído, sendo o único município da Campanha com a semeadura completa.

Cevada – A cevada no Rio Grande do Sul apresenta um panorama variado nas diferentes regiões. Em geral, o desenvolvimento foi prejudicado pelo clima úmido e encoberto, afetando o crescimento inicial das plantas. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, dos 12.460 hectares previstos para o plantio, 98% estão plantados. Essa área plantada está em fase de emergência e desenvolvimento vegetativo, e as primeiras lavouras estão em perfilhamento. O clima muito úmido e com baixa insolação tem afetado o desenvolvimento inicial da cultura, ficando aquém das expectativas dos produtores.

Canola – As lavouras, em geral, estão bem implantadas e passam por fases distintas de desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos. As condições climáticas recentes, como baixas temperaturas e alta umidade, têm gerado preocupação em algumas áreas, afetando o desenvolvimento e a produção esperada. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, a área cultivada foi revisada para cima após reuniões municipais, alcançando 52.324 hectares na região, o que representa um aumento de 56% em relação à safra anterior. As lavouras estão distribuídas nos seguintes estádios fenológicos: 74% em desenvolvimento vegetativo, 21% em floração e 5% na fase de enchimento de grãos. Na região de Passo Fundo, a área implantada chega a 3 mil hectares. A geada recente afetou algumas lavouras de maneira localizada, mas os danos ainda serão avaliados. Não foram registrados prejuízos severos de maneira generalizada.

Aveia branca – A aveia no Rio Grande do Sul apresenta desenvolvimento variado, mas a maioria das lavouras está nas fases de germinação e vegetativa. As condições climáticas úmidas têm favorecido o aparecimento de doenças foliares e prejudicado o crescimento em algumas regiões.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, apesar do bom desenvolvimento inicial, as condições climáticas paralisaram o desenvolvimento da cultura. Nas lavouras de aveia branca em estádios mais avançados – florescimento e formação de grãos – foram observadas panículas com número reduzido de espiguetas viáveis, o que deve afetar a produtividade, estimada em 2.552 kg/ha, mas ainda é cedo para verificar. Em relação ao estado fitossanitário, a ferrugem tem exigido manejos preventivos e curativos robustos. Entre as fases, 60% da cultura está em germinação e desenvolvimento vegetativo, 30% em florescimento e 10% em enchimento de grãos. Na região de Santa Maria, o plantio de aveia branca para grãos está quase finalizado, passando de 92%. As precipitações recentes contribuíram para um melhor crescimento das lavouras, que estão majoritariamente na fase de germinação e desenvolvimento vegetativo, embora algumas áreas tenham alcançado o início da floração. A estimativa é de 41.445 hectares.

Fonte: Emater/RS-Ascar

Índice que mostra intenção de consumo das famílias cai 0,2% em julho

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O índice Intenção de Consumo das Famílias (ICF), divulgado nesta quinta-feira (18) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostrou queda de 0,2% em julho, descontados os efeitos sazonais. A piora no mercado de trabalho atual, situação também prevista para os próximos meses, foi o que determinou o recuo. 

Esse é o primeiro resultado negativo desde abril, quando o ICF se mostrava em crescimento, o que ocorreu até junho. 

A análise anual também registra retração na intenção de consumo. De acordo com a CNC, embora tenha evoluído 2,3% em 12 meses, esse foi o menor crescimento do índice desde junho de 2021. “Isso mostra que na visão acumulada está crescendo, mas crescendo menos, ou seja, está desacelerando esse otimismo”, disse à Agência Brasil o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares.

Segundo ele, até então, o aquecimento do mercado de trabalho vinha contribuindo para o resultado positivo do ICF. “Todo o estoque de trabalhadores que você tinha na economia disponível está começando a se encerrar. E, aí, com isso, as pessoas começam a sentir diminuir um pouco o seu otimismo em relação à dinâmica do mercado de trabalho, começam a ver menos contratações acontecendo, vendo os salários dando uma estabilizada e isso tende a ter esse resultado da confiança das pessoas de consumo ir diminuindo por estar sentindo o mercado de trabalho mais competitivo”.

Perspectivas

O ICF é calculado com base em sete indicadores: três se referem às perspectivas de emprego, renda e consumo atuais; dois medem a perspectiva profissional no médio e longo prazo e o planejamento para a frente do consumo. Também é medido como os consumidores estão se sentindo em relação a acesso a crédito e se estão achando que é um bom momento ou não para a compra de bens duráveis, mais caros.

Felipe Tavares esclareceu que tanto a medida de perspectiva profissional como do emprego atual são muito afetadas pela economia como um todo, especialmente a perspectiva, que é a visão futura. “Essa visão futura foi a que teve a pior variação na comparação anual: queda de 7,6%. Ou seja, os consumidores começam a ficar mais preocupados em como vai ser o futuro em relação ao seu emprego e ao mercado de trabalho como um todo”. 

A parte do consumo acompanha essa tendência. “O consumo depende de duas coisas principais. Uma é a renda e a outra é o crédito, até mais do que a renda, porque grande parte das pessoas consome com cartão de crédito cotidianamente. Isso vem crescendo muito. E quando você sente uma instabilidade macroeconômica maior que pode afetar sua renda, ou começa a sentir maior dificuldade de ter crédito no mercado, você começa a diminuir sua intenção de consumo de bens”.

De acordo com o ICF, o consumo atual caiu 0,4% e a perspectiva de consumo teve queda de 0,6%. “As duas caíram e teve queda também a percepção de acesso a crédito (0,6%). O ponto de atenção importante é que, no acesso a crédito, o indicador está abaixo de 100, com 92,4, o que significa que ele está no espectro de pessimismo: tem mais pessoas em uma sensação mais pessimista do que mais otimista”, explicou o economista sênior da CNC.

Gêneros

O ICF de julho mostrou que a intenção de consumo apresentou queda mensal em ambos os gêneros, com maior intensidade entre as mulheres (-0,8%), do que entre os homens (-0,5%). Felipe Tavares destacou que, atualmente, também há muito mais mulheres líderes do lar. “Esse é um indicador curioso que vale a pena destacar: que as mulheres tiveram a sua confiança de consumo mais abalada do que os homens. Outro fator é que a mulher precisa ser mais precavida mesmo porque, infelizmente, a gente sabe que existe um fator de machismo no mercado de trabalho. Quando vê ali a sinalização de uma possível turbulência, o peso no sentimento da mulher é maior do que o do homem, simplesmente porque ela sabe que, para ela, é mais difícil”.

Em relação ao emprego atual, o IFC revela que, para o público masculino, a redução foi de 0,7%, contra -1,1% para o público feminino, o que atesta que o desafio é maior para elas. Essa percepção se repete no que tange à perspectiva profissional, com retração de 2% na percepção das mulheres e queda de 0,4% para os homens.

Rio Grande do Sul

O ICF de julho traz também uma parte especial sobre a intenção de consumo no Rio Grande do Sul, depois da tragédia climática que atingiu grande parte daquele estado, este ano. Felipe Tavares explicou que o indicador de intenção de consumo da CNC mede muito a confiança do consumidor. Se ele está otimista, o ICF cresce, as famílias estão mais eufóricas e mais propensas a querer consumir.

No caso do Rio Grande do Sul, foi constatado que a tragédia impactou muito essa confiança em consumo, tanto que todos os indicadores caíram muito na variação mensal e também na anual. Na variação mensal, houve retração de 4%, após queda de 4,7% no mês anterior. 

“E a gente está com o indicador inteiro de confiança abaixo de 100, com 57,6. Isso mostra que a tragédia teve um efeito muito grande no psicológico das pessoas e não só sobre o nível de consumo que, obviamente, cai pela tragédia. Mas a perspectiva, o sentimento, estão muito abalados”.

A perspectiva profissional no estado, em consequência, teve o pior sub indicador (-8,4%) e o nível do indicador está em 19,4%. “A tragédia destruiu um pouco o sonho de uma camada de consumidores”, apontou Tavares. 

Fonte: Agência Brasil