A produção do documentário “Speranza: 150 anos da imigração italiana no RS”, da Ruschel Studios, seguiu para São Domingos do Sul e Casca, onde registrou depoimentos que conectam a história da imigração italiana à força da cultura, passada de geração em geração e da religiosidade trazida pelos imigrantes.
Em São Domingos do Sul, a família Finatto abriu as portas de sua história ao documentário. Com eles, Speranza capturou memórias, tradições, saberes e fazeres transmitidos de geração em geração – a cultura italiana viva na língua, no trabalho, na
cozinha e nos costumes que atravessam mais de um século de história no RS.
Também em São Domingos do Sul, o depoimento de Padre Dionísio Benvegnú, e em Casca o depoimento do Padre Álvaro Pinzetta, trouxeram um alicerce muito importante da colonização: a fé.
Os padres narraram como a religiosidade sustentou os imigrantes nos momentos mais difíceis e como a Igreja foi peça-chave na construção e organização das vilas e cidades, dos hospitais às escolas, da paróquia à vida em comunidade, que deu forma ao Estado que
conhecemos hoje.
O episódio revelou ainda um detalhe que parece escrito pelo próprio destino do filme: os dois padres vêm de famílias com tradição de religiosos e religiosas. Padre Dionísio é sobrinho do Monsenhor João Benvegnu; Padre Álvaro é da família do Frei Salvador Pinzetta e da Irmã Flora Pinzetta. Vocação que atravessa gerações, assim como a herança italiana que Speranza celebra.
Com essas gravações, o documentário reforça sua tese central: a história da imigração italiana no Rio Grande do Sul não está apenas nos livros, ela pulsa nas famílias, nas comunidades de fé e nas tradições que seguem vivas no interior do estado. Produzido a partir do interior do Rio Grande do Sul, o filme celebra os 150 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul e estreia em 2027.
“Os imigrantes procuravam a ‘Cucagna’ – a terra onde tudo era fartura. Mas a vida lhes deu pedra, frio e saudade. E ainda assim, eles nunca deixaram de ter esperança. Descobriram que a ‘Cucagna’ precisaria ser construída, e assim eles fizeram. Fé para acreditar, família para lembrar, trabalho para construir. Três pilares, uma só certeza: a esperança sempre esteve presente e por isso ela dá nome ao nosso filme ‘SPERANZA'”, afirmam Aline Nizzola e Emiliano Ruschel, da Ruschel Studios.







