Prática importante para a conservação dos solos e da água nas lavouras, o terraceamento vem ganhando espaço em propriedades com incentivo e assistência técnica da Emater/RS-Ascar. No município de Casca, os extensionistas têm intensificado o trabalho junto aos agricultores, orientando sobre técnicas de manejo e conservação de solo, entre elas a construção de terraços. Nos últimos meses, diversos produtores têm procurado o escritório da Instituição para implementar a prática em suas áreas de cultivo.
De acordo com o engenheiro agrônomo e extensionista da Emater/RS-Ascar de Casca, Maurício Dall’Aqua, o terraceamento havia sido deixado de lado por muitos produtores, mas voltou a ser valorizado diante dos desafios climáticos e da necessidade de preservar os recursos naturais. “É uma técnica que ficou abandonada por algum tempo, mas que agora retorna gradativamente, pois permite manejar o excesso de água de forma organizada e eficiente”, destaca.
Uma das propriedades onde o trabalho está sendo realizado é a de Idinei Sordi, na Linha 17 Alta, onde são cultivados grãos como soja, milho e trigo.
Dall’Acqua explica que a conservação do solo envolve um conjunto de práticas agrícolas e de manejo, como plantio direto, rotação de culturas e curvas de nível, que protegem a terra contra erosão, degradação e esgotamento. Quando utilizadas de forma integrada, essas técnicas potencializam o controle da erosão e contribuem para a sustentabilidade da produção.
“Essas estratégias reduzem o revolvimento da terra, aumentam a matéria orgânica e protegem contra chuvas de todas as intensidades. Mantêm a fertilidade, melhoram a infiltração de água e garantem maior sustentabilidade e produtividade às lavouras”, esclarece.
O terraço, especificamente, funciona como uma barreira física, com a função de diminuir ao escorrimento e, consequentemente, aumentar a retenção da água da chuva no solo. Com isso, além de diminuir as perdas por erosão, a técnica contribui para a retenção de nutrientes e para a preservação dos recursos hídricos.
Os eventos climáticos registrados recentemente no Rio Grande do Sul reforçaram ainda mais a importância dessa prática. “Além da água, os nutrientes permanecem no solo, resultando em maior produtividade. Essa prática sustentável também evita o assoreamento dos rios”, completa Dall’Aqua.
Produtores interessado em obter mais informações sobre conservação de solo e água podem procurar os escritórios municipais da Emater/RS-Ascar.
Colaboração: Antonio Cesar Perin
Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar – Regional de Passo Fundo
Jornalista Vanessa Almeida de Moraes



