O município de Casca, conhecido por ser forte na produção leiteira, começa a ampliar seu cenário agrícola com a adoção de cultivos alternativos na fruticultura. Na comunidade da Linha 18 São José, produtores rurais têm apostado em novas culturas, como uva, noz-pecã e morango, agregando valor à produção e abrindo novas oportunidades de renda.
Um dos exemplos é o agricultor familiar Zaime Bonafé, que iniciou suas atividades com o cultivo de uvas e, posteriormente, diversificou a propriedade com a introdução da noz-pecã. A produção de uva é destinada principalmente à elaboração de vinho artesanal, produto esse que ganha destaque em eventos como as mostras Municipal e Regional de Vinhos Artesanais, organizadas pela Emater/RS-Ascar.


Já a produção de nozes é integralmente destinada a uma empresa compradora, com foco predominante na exportação. Segundo Bonafé, a expectativa para este ano é positiva. “O rendimento é maior, com perspectiva de colheita de 5,5 toneladas. Um ano bom”, afirma.
De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar de Casca, Maurício Dall’Acqua, a tendência é de crescimento da produção de noz-pecã. “O aumento ocorre ano após ano, conforme o desenvolvimento das plantas, até atingir um ponto de estabilidade”, explica.
Na mesma estrada, outra iniciativa que chama atenção é o cultivo de morangos em estufas. A agricultora Francinara Deon, que trabalhava no meio urbano, investiu na produção protegida, com vendas realizadas diretamente na cidade e em mercados locais. “Voltar para a agricultura sempre é um desafio, mas estou enfrentando com a ideia de continuidade e possibilidade de novas iniciativas”, relata.
O sistema de cultivo em estufas, com uso de bancadas, tem se consolidado como uma alternativa eficiente. Segundo o extensionista Antonio Cesar Perin, a técnica vem sendo aperfeiçoada pelos profissionais da Emater/RS-Ascar e conquistado cada vez mais adeptos. Para Perin, o meio rural oferece inúmeras possibilidades, embora exija dedicação e empenho. Ele destaca que a atividade agrícola proporciona benefícios que vão além da produção econômica. “É uma prática que contribui para a saúde mental, física e emocional, além de promover conexão com a natureza e qualidade de vida. A profissão de agricultor também remete à ancestralidade, trazendo uma sensação de realização e propósito”, avalia.
Com iniciativas como essas, a fruticultura se consolida como uma alternativa promissora para os produtores de Casca, fortalecendo a diversificação e o desenvolvimento sustentável no meio rural.
Crédito: Antonio Cesar Perin



