Começa nesta quinta-feira (13), no Fórum de Passo Fundo, o quarto júri popular do caso conhecido como Chacina da Cohab, crime que em maio de 2020 chocou o Rio Grande do Sul com o assassinato de três pessoas da mesma família.

Estão no banco dos réus os irmãos Fernanda e Claudiomir Rizotto, acusados pelo Ministério Público de serem os mandantes das mortes de Diênifer Pádia, Alessandro dos Santos e Kétlyn Pádia dos Santos, de 15 anos.
Conforme a acusação, Fernanda teria planejado o crime após descobrir que o marido, Eleandro Rosso, mantinha um relacionamento extraconjugal com Diênifer. O casal teria recorrido a intermediários para executar o assassinato, que terminou também com a morte das outras duas vítimas, tratadas como queima de arquivo.
Presos no fim de 2024, após mais de quatro anos foragidos, Fernanda e Claudiomir enfrentam o primeiro julgamento. O Ministério Público sustenta que o conteúdo do celular de Fernanda, com mais de 3,6 mil páginas de conversas, contém provas do planejamento e da execução do crime.
As defesas pedem um julgamento justo e apontam supostas falhas na cadeia de custódia das provas. O júri popular representa o desfecho de uma das investigações mais longas e complexas da região.




